Final em jogo único: sim ou não?

De uns tempos para cá, parei para pensar: e se o confronto que define o campeão da Copa do Brasil fosse realizado em uma única partida e num estádio definido antes mesmo do início da competição?

Sim, eu tenho essa mania (irritante, para alguns) de valorizar e admirar a maioria das coisas que vêm lá do Velho Continente. Do meu ponto de vista, temos muito o que aprender com os europeus. Deixo claro que não quero impor nada, mas apenas discutir a proposta.

O Brasil terá, após a Copa do Mundo, pelo menos quatro estádios que têm tudo para se tornarem “elefantes-brancos”. Estão localizados em Estados com pouca (para não dizer nenhuma) representatividade no Futebol brasileiro e terão um alto custo de manutenção, sendo subutilizados.

Falo da Arena Amazônia (Manaus), da Arena Pantanal (Cuiabá), do Estádio das Dunas (Natal) e do Estádio Nacional (Brasília). A Arena Pernambuco (Recife) não se enquadra, por pouco, nesse perfil, mas creio que também trará mais prejuízo do que lucro aos seus administradores.

Estádio Nacional de Brasília pode ser subutilizado após a Copa de 2014.

Estádio Nacional de Brasília pode ser subutilizado após a Copa.

Isso posto, por que não estabelecer uma espécie de rodízio entre esses estádios, que passariam a receber os jogos decisivos da Copa do Brasil? Penso no crescimento do turismo e nas vendas do comércio local. Torcedores querendo viajar, fazendo planos com amigos. Sem falar que a decisão em jogo único valorizaria ainda mais a importância da partida – e, por consequência, o título.

Caberia à CBF bancar os custos desses estádios na partida decisiva e também das equipes finalistas. Além disso, para compensar uma eventual perda de renda dos Clubes, que não seriam mais mandantes de jogos na decisão, a entidade poderia aumentar o valor das premiações.

Os ingressos para a partida seriam divididos entre os times finalistas, com uma porcentagem destinada para os moradores locais ou qualquer outro fã de Futebol. Sócios-torcedores teriam direito aos ingressos destinados ao seu Clube. Se existirem mais pessoas nessa situação do que lugares reservados no estádio, os bilhetes disponíveis seriam sorteados entre os associados.

A CBF já realizou algumas mudanças (positivas), como aumentar a duração do torneio e o número de times, além de permitir que as equipes que disputarem a Copa Libertadores da América também joguem a Copa do Brasil. Por que não, pelo menos, estudar a idéia?

Ah! Para finalizar, deixo outra sugestão: que tal criar a Supercopa do Brasil, com o campeão brasileiro enfrentando o vencedor da Copa do Brasil? Em jogo único e em um dos estádios citados acima, claro… 

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